
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
A Paralisia Cerebral (PC) é um conjunto de distúrbios permanentes do movimento e da postura, causados por uma lesão no cérebro em desenvolvimento, geralmente antes, durante ou logo após o nascimento. Apesar de não ser progressiva, suas manifestações variam bastante de pessoa para pessoa.
A PC pode ser classificada principalmente de acordo com o tipo de alteração do movimento e a distribuição corporal afetada.
Paralisia Cerebral Espástica
É o tipo mais comum com cerca de 70 a 80% dos casos mais conhecidos e caracteriza-se principalmente por rigidez muscular, também chamada de hipertonia e movimentos limitados. Pode afetar apenas um lado do corpo (hemiplegia), principalmente as pernas (diplegia) e ainda, o corpo inteiro (tetraplegia).
Paralisia Cerebral Discinética
Envolve movimentos involuntários e descontrolados, podendo apresentar movimentos lentos e contorcidos (atetose), movimentos bruscos (distonia) e também dificuldade de fala, mastigação e controle postural.
Paralisia Cerebral Atáxica
Menos comum, afeta o equilíbrio e a coordenação motora. Se caracteriza principalmente pela marcha instável e dificuldade em movimentos de coordenação motora fina como escrever, costurar, abotoar, etc.
Paralisia Cerebral Mista
O tipo mista se caracteriza quando há a combinação de dois ou mais tipos, independente de quais, sendo o mais frequente espástica associada a discinética
ATUALIZAÇÃO DIAGNÓSTICA
A Paralisia Cerebral pode vir acompanhada de dificuldades cognitivas, distúrbios da fala e linguagem, epilepsia, alterações visuais ou auditivas, problemas de deglutição e outras deficiências.
Cada diagnóstico é singular, e com intervenção precoce, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e apoio educacional, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida e a autonomia da pessoa com Paralisia Cerebral.
A mudança na nomenclatura da paralisia cerebral (PC) ocorreu para tornar a classificação mais precisa, menos estigmatizante e mais útil para orientar o tratamento e a comunicação entre profissionais, famílias e pessoas com deficiência.
Atualmente, o termo paralisia cerebral continua sendo o nome oficial do diagnóstico. O que mudou foi a forma de classificar os tipos de PC. Antigamente, era comum falar apenas em:
Paralisia cerebral espástica, Atetóide, Atáxica e Mista, como mencionado anteriormente. Com a recente revisão, a classificação passou a considerar diferentes aspectos da condição, como por exemplo:
Tipo de alteração do movimento, que pode ser: Espástica (a mais comum), Discinética, que inclui distonia e coreoatetose, Atáxica e Mista.
A distribuição no corpo também foi outro fator que passou por atualização, como por exemplo, Hemiplegia – um lado do corpo, Diplegia – principalmente membros inferiores e Tetraplegia ou quadriplegia – os quatro membros.
Existem pessoas com quadro de Paralisia Cerebral que são totalmente autônomas, ou seja, trabalham, estudam e moram sozinhas. O chamado nível funcional se utiliza de escalas internacionais, como o GMFCS (Gross Motor Function Classification System), para classificar a mobilidade em cinco níveis de acordo com a independência da pessoa.
A necessidade de uma mudança e atualização na linguagem se deu pelo fato de muitas pessoas com o mesmo diagnóstico apresentarem necessidades muito diferentes. A nova classificação descreve melhor essas diferenças.Isso contribui para um atendimento clínico mais direcionado, assertivo e personalizado, bem como um melhor planejamento terapêutico. Entender o tipo de comprometimento e o nível funcional ajuda a definir objetivos de reabilitação e recursos de apoio veio junto com essa revisão, então não é somente uma questão de linguagem. A padronização internacional realizada por pesquisadores e profissionais de saúde também foi algo que aconteceu nesse momento e passaram a utilizar critérios comuns em todo o mundo.
Atualmente, organizações científicas e diretrizes internacionais recomendam priorizar o termo paralisia cerebral, que é amplamente reconhecido e compreendido. Alguns profissionais e instituições utilizam expressões como “deficiência motora de origem cerebral” para enfatizar a funcionalidade da pessoa, mas essa não é a nomenclatura oficial do diagnóstico.
Em resumo, o nome “paralisia cerebral” não foi substituído. O que evoluiu foi a forma de descrever e classificar a condição, tornando-a mais completa, centrada na funcionalidade e alinhada às evidências científicas atuais. O termo paralisia cerebral (PC) continua sendo o diagnóstico adotado pelas principais entidades científicas e de saúde do mundo.


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